Mostrando postagens com marcador etanol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador etanol. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Com a aplicação da técnica de gaseificação da biomassa, o bagaço da cana-de-açúcar pode ser transformado em gás, depois em álcool, gasolina e outros p

O IPT- Instituto de pesquisas Tecnológicas está desenvolvendo projeto com a técnica de gaseificação da biomassa que pode transformar o bagaço e a palha da cana em gás e depois em vários produtos como etanol, metanol, gasolina, diesel e fertilizantes. O caldo, de onde é feito o álcool, representa somente um terço do potencial energético da cana.

Em uma reportagem o Jornal O Estado de São Paulo explica o processo da gaseificação da biomassa, conta como a técnica é aplicada na África. Esse projeto, de acordo com pesquisador entrevistado, funciona bem na bancada e agora será testado a nível industrial.

O aproveitamento da biomassa da cana-de-açúcar é muito interessante porque diminuirá a poluição ambiental causada pelos resíduos da cana. As condições de pressão e nível de oxigênio desse processo são controlados,uma vez que a combustão deve ser incompleta.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O etanol não é um combustível tão verde quanto se pensa

Ao contrário do que se pensa, o álcool de cana não é tão verde assim. Sua produção gera um resíduo que polui o meio ambiente, cujo descarte representa um alto custo para a indústria.

O etanol é produzido a partir do açúcar presente no caldo e no melaço da cana por meio da ação de fungos microscópicos (leveduras) em um processo chamado fermentação, que também gera uma mistura de água e matéria orgânica, denominada vinhaça (ou vinhoto). Rica em potássio, a vinhaça geralmente é usada como adubo, especialmente nos canaviais.

No entanto há um limite de aplicação da vinhaça como adubo estabelecido pela legislação ambiental, uma vez que ela pode contaminar rios e lençóis freáticos pelo excesso de potássio e matéria orgânica que possui.

De acordo com a revista Ciência hoje, pesquisadores da USP desenvolveram uma nova técnica de produção do álcool, que reduz pela metade a produção desse resíduo. Neessa nova técnica a concentração do caldo de cana a ser fermentado foi duplicada e a temperatura do processo reduzida de 33 para 27ºC. Com isso, a indústria economiza no processo produtivo, no estoque e descarte do resíduo, além de contribuir para o meio ambiente.


Para saber mais: http://cienciahoje.uol.com.br/147455

sábado, 4 de julho de 2009

70 questões para entender o etanol

O barril de petróleo bateu em 109 dólares na semana passada. O consumo mundial chegou a 1 000 barris por segundo. A combinação desses dois números é o melhor indicador de que a busca por combustíveis alternativos deixou de ser uma atividade pitoresca para se elevar ao centro das atenções das empresas, dos governos e das instituições internacionais. Entre todos os combustíveis alternativos, o mais viável atualmente, do ponto de vista econômico e ambiental, é o etanol. Entre todos os tipos de etanol, o de cana-de-açúcar é o que tem maiores chances de participar substancialmente da matriz energética planetária. Entre todos os países produtores de etanol, o Brasil é aquele que apresenta as melhores condições geográficas, climáticas, culturais, econômicas e tecnológicas para liderar a produção do etanol, nome pelo qual é mais chamado hoje no planeta o álcool combustível, velho conhecido dos brasileiros desde a iniciativa pioneira dos anos 70, desencadeada pela primeira crise do petróleo.
Desde seu ressurgimento meteórico no cenário mundial, o álcool/etanol tornou-se alvo de todo tipo de especulação, sendo motivo de projeções nacionalistas gloriosas. Foi motivo também de outro tipo de especulação, muito mais pessimista: para manter a frota global de carros rodando, o planeta seria obrigado a abandonar o cultivo de alimentos para plantar cana-de-açúcar e produzir etanol. Para colocar a questão do etanol na perspectiva correta, VEJA organizou o questionário das páginas seguintes. São setenta perguntas e respostas que cobrem todas as principais questões levantadas pela entrada do etanol no foco dos holofotes. Nessa tarefa, VEJA valeu-se de inúmeras fontes e teve o privilégio de contar com a dedicação especial de um dos maiores especialistas no assunto, Luiz Augusto Horta Nogueira, engenheiro mecânico e doutor pela Universidade Estadual de Campinas. Nogueira é pioneiro nos estudos que levaram à criação da área de biocombustíveis da Agência Nacional do Petróleo, da qual foi diretor de 1998 a 2004. Hoje é professor titular do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal de Itajubá e consultor para bioenergias de diversos órgãos internacionais, entre eles o Banco Mundial e a FAO, a divisão de agricultura e alimentação das Nações Unidas.

http://veja.abril.com.br/190308/p_104.shtml